2003

2000 - 2001 - 2202 - 2003 - 2004

Outdoor colocado em Santa Catarina, em 2003, por entidades de defesa dos animais

Farristas desafiam a polícia em Florianópolis
01/05/03
Diário Catarinense

Cerca de 30 pessoas, incluindo mulheres e crianças, participaram de uma farra do boi no bairro do Sambaqui, em Florianópolis, nesta quinta, dia 1† de maio. A brincadeira, que é proibida por lei, durou cerca de 13 horas. A Polícia Militar esteve no local por diversas vezes e não conseguiu deter os farristas, que estavam na Reserva de Carijós, área de preservação ambiental e de difícil acesso. Policiais tentaram, com alto-falante, convencer os farristas a entregar o animal mas não tiveram sucesso.

- Eles nos pegaram de surpresas e sem o material adequado, não conseguimos chegar até o local da farra no meio do mangue - justificou o capitão Daniel da Silva Filho, responsável pela Central de Operações da Polícia Militar.

Farra do Boi acaba com 16 presos em Santa Catarina
Sábado, 19 de abril de 2003, 10h35
Jornal do Brasil Online

Dezesseis pessoas foram presas na madrugada de hoje por participarem de uma farra do boi em Navegantes, município localizado a 80 Km ao Norte de Florinaópolis. O boi, que estava sendo perseguido pelos farristas, foi abatido por policiais. "Ele estava muito cansado e machucado, com os chifres quebrados e sangrando muito", informou o sargento da Polícia Militar Adalberto Geodert.

Ainda segundo o militar, foram disparados rojões e fogos de artifício para conter a irritação dos farristas com a intervenção da polícia. Cerca de 800 pessoas se armaram com paus e pedras para enfrentar os policiais. Dois policiais ficaram feridos. Entre os presos estão alguns adolescentes. Dezesseis viaturas da PM foram utilizadas na operação.

O confronto entre farristas e policiais começou por volta das 23h30 desta sexta-feira e só terminou na madrugada de hoje, com o boi utilizado na farra morto pelos policiais. Na localidade do Pontal dos Navegantes, litoral Norte catarinense, a polícia não conseguiu impedir uma farra do boi. Segundo a PM, o grande número de participantes impediu a chegada dos policiais ao local. A farra do boi é proibida no estado desde 1997 por determinação do Supremo Tribunal de Justiça. O governo estadual colocou à disposição um grande número dos efetivos civil e militar para a sua repressão, com o bloqueio de estradas para impedir o transporte dos animais e o policiamento ostensivo em locais onde tradicionalmente a farra do boi é realizada.

A farra do boi é um costume dos moradores do litoral de Santa Catariana durante o período de Páscoa. O boi, segundo a cultura popular, representa o apóstolo Judas que teria traído Jesus Cristo.

Polícia de SC vai coibir farra do boi com rigor
Sexta, 18 de abril de 2003
Fonte: Agência BRASIL

As polícias Militar e Civil de Santa Catarina estarão mobilizadas até às 18h de segunda-feira na Operação Farra do Boi. As ações incluem rondas ostensivas e barreiras nas estradas para controlar o transporte dos animais.

Apesar de o Supremo Tribunal Federal ter proibido a realização da farra do boi em todo o país, desde 1997, alegando tratar-se de uma prática cruel, muitos catarinenses ainda participam dessa tradição açoriana, especialmente nas cidades litorâneas, onde houve reforço do efetivo policial para coibir a"brincadeira". A polícia agirá com rigor, apreendendo os animais e encaminhando os envolvidos para as delegacias, informam os comandos.

PM vai aumentar fiscalização para evitar farra do boi
clickrbs 17/04/03

A Polícia Militar (PM) promete intensificar a Operação Farra do Boi no Estado a partir desta quinta, dia 17. Em Florianópolis, haverá rondas nos bairros onde há maior probabilidade de ocorrência da prática proibida por lei – Ingleses, Santinho, Rio Vermelho, Pantanal, Córrego Grande, Lagoa da Conceição e Barra da Lagoa.

Há quatro barreiras montadas em pontos estratégicos, uma na entrada da Ilha de Santa Catarina e outras no interior do município, para verificar a passagem de caminhões carregando bois. A Companhia Integrada para o Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) suspendeu provisoriamente a emissão de guias de transporte de carga viva para evitar o uso do animal em farras.

Quem for pego praticando a farra, será encaminhado à delegacia e responderá pela prática de crime ambiental, com pena prevista de até um ano de prisão. Neste caso, o boi será apreendido e doado a alguma instituição de caridade. A Operação Farra do Boi termina na segunda, dia 21.

Trio é detido por transportar boi para farra
17/04/03
Diário Catarinense.

Três homens foram detidos na manhã deste sábado, dia 19, na SC-409, em Governador Celso Ramos, Grande Florianópolis, durante barreira policial para controlar a participação de pessoas na farra do boi.

Conforme o tenente da Polícia Militar de Biguaçu, Sandro Nunes, os acusados presos estavam levando um boi na carroceria do caminhão. P.C.A., 36 anos, A.J.S. 20, e R.A.B., 19, prestaram depoimento na Delegacia de Polícia de Biguaçu e logo depois foram liberados. Eles deverão responder processo por indício de participação na farra do boi, disse o tenente. A prisão foi motivada pela falta de uma Guia de Transporte Animal (GTA), documento que é fornecido pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc). O animal apreendido, que tinha aproximadamente dois anos de idade, foi recolhido à Cidasc onde será abatido e, posteriormente, distribuído para entidades filantrópicas.

De acordo com o tenente, dois dos três homens detidos residem em Governador Celso Ramos, município que mantém forte a tradição de origem portuguesa. O terceiro envolvido no caso mora em Tijucas. Além da barreira montada na SC-409, a Polícia Militar mantém um posto de controle até o próximo dia 22 na SC-410.

Somente entre os dias 17 e 19 de abril, a PM registrou 33 casos de farra do boi na Grande Florianópolis. Às 23h20min de sexta-feira, um grupo de farristas foi identificado na Praia de Gamboa, em Paulo Lopes. Quatro viaturas da PM foram deslocadas até o local, mas o grupo escapou antes da chegada dos veículos.

Carne apreendida na Farra do Boi é doada em SC
Quarta, 16 de abril de 2003, 17h19
JB online

Carne apreendida na Farra do Boi é doada em SC O governo de Santa Catarina doou, hoje à tarde, 120 quilos de carne bovina para a creche Alfa Gente, no bairro de Estreito, em Florianópolis. A carne foi de um animal apreendido em uma Farra de Boi realizada domingo último no bairro de Ingleses, na Zona Norte de Florianópolis. O animal foi apreendido pela Polícia Militar quando estava sendo perseguido por 50 farristas. Os policiais encaminharam o animal para a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina.

A creche Alfa Gente, atende 400 crianças e adolescentes carentes, que será utilizada para a alimentação das crianças. A coordenadora da creche, Clarita Jáder, disse não se incomodar da carne ser de um boi aprendido em uma Farra do Boi. "Comida chega sempre em boa hora. As crianças daqui são muito carentes", disse.

A Farra do Boi é uma prática realizada no litoral de Santa Catarina durante os festejos de Páscoa e envolve crianças, adultos e idosos que perseguem o boi até este chegar a exaustão. É frequente o uso de pau e até barras de ferro para atiçar o animal. Os farristas costumam também jogar areia nos olhos do boi para torná-lo mais bravo e, com isso, correr atrás do grupo.

Esse ano a polícia reprimiu uma farra, onde o boi era incitado mesmo estando com duas patas gravemente feridas. A Farra do Boi é uma tradição trazida pelos colonizadores vindos do Arquipélago dos Açores que se instalaram na costa litorânea de Santa Catarina. A prática está proibida por lei desde 1997, mas, mesmo assim, só esse ano a Polícia Militar já registrou 62 Farras do Boi no Estado. Os municípios onde a prática é maior são Florianópolis, Governador Celso Ramos e Balneário Camboriú.

Farra do boi reúne 50 pessoas em Florianópolis
Clickrbs 14/04/03

Cerca de 50 pessoas participaram neste sábado, dia 12, de uma farra do foi no Bairro Ingleses, no Norte de Florianópolis. Segundo moradores da região da Rua do Futuro, a movimentação dos farristas começou pela manhã. Nem com a chegada da polícia, no começo da tarde, os ânimos se acalmaram. Quatro pessoas foram presas por atrapalhar a captura do animal por funcionários da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc). As informações são da RBS TV.

JORNAL A NOTÍCIA - Santa Catarina - Domingo, 6 de abril de 2003 - GERAL -
Páginas A10 e A11

Manchete de capa:
FARRA-DO-BOI RESISTE À LEI - Pratica há mais de 200 anos, tradição mobiliza homens do litoral de SC

EM NOME DO BOI OU DA TRADIÇÃO ?

Marco Aurélio Braga

Praticada há mais de 200 anos no Estado, farra-do-boi resiste a pressões, à lei e divide opiniões

Joinville - A farra vai começar. A movimentação e o número de pessoas aumentam a cada minuto. Foguetes e buzinaços anunciam o que todos esperam. Chega o caminhão, acompanhado de crianças de bicicletas, homens com garrafas de cerveja na mão, gente afoita para ver o início do que eles chamam de brincadeira. Vende-se cerveja, churrasco e a música é alta. Num cercado de madeira - uma espécie de arena, conhecido como mangueirão - , centenas de homens e mulheres ficam empoleirados para não perder nenhum detalhe. Vai começar a farra, a polêmica farra-do-boi. Esta é a descrição de uma atividade comum em Santa Catarina, que poderia ter ocorrido em qualquer município do litoral. No entanto, mesmo com mais de 200 anos de prática no Estado - durante o período da Quaresma - a festa é proibida e gera protesto de associações de proteção aosanimais.

Os prós e os contras embasam um duelo que já dura mais de 30 anos. Quem é contra tem a imprensa nacional e parte da comunidade como grandes aliados. Há vários defensores desta tese, que chama a atenção para a morte e maus tratos aos bois.

Não é difícil encontrar episódios de crueldade e acidentes graves. Em 1997, no bairro Rio Vermelho, em Florianópolis, a farra acontecia na rua. O boi era perseguido por cachorros, crianças e homens. Já sangrando e desesperado, o animal invadiu uma casa no momento em que oito pessoas de uma família estavam almoçando. Houve pânico e corre-corre. Quatro pessoas ficaram feridas. É comum entidades de defesa dos animais divulgarem fotos de bois sem as patas, sem orelha, sangrando devido a golpes de espetos e garfos.

Por outro lado, em defesa da prática há os admiradores da tradição açoriana e do folclore. A festa ou brincadeira, como gostam de chamar, é uma forma de confraternização, alegria, momento de festejar. O apego do açoriano, que colonizou grande parte do litoral catarinense, à terra, levou-o a preservar as chamadas brincadeiras de boi. As principais são a Dança do Boi de Mamão, Boi de Campo, Boi de Vara e a Farra-do-boi. Esta última é a manifestação mais popular e tinha o objetivo de sacrificar o animal.

A origem dessa manifestação remonta aos primórdios do Estado português, entre o final do século 12 e início do século 13, durante os rituais da Semana Santa, onde bois eram sacrificados em substituição ao bode expiatório. A farra, certamente foi incorporada ao rito por influência das touradas, já populares naépoca. Trazida durante o período de colonização pelos açorianos, ela resiste principalmente nas regiões litorâneas de Santa Catarina.

A prática recebe outras denominações como "brincadeira do boi bravo", "boi do campo", boi na vara", entre outros. Ela é realizada atualmente nos dias que antecedem a Páscoa, quando grupos de famílias ou comunidades compram um boi escolhido (bravo, arisco e corredor) que, antes de ser abatido, é solto nos pastos provocando correrias generalizadas, o que caracteriza a farra ou brincadeira.

CRUELDADE

Essa manifestação cultural depara-se com uma enorme pressão de ecologistas e outras organizações que a consideram uma violência contra o animal. Em junho de 1997, o Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu a realização da farra-do-boi. Os ministros alegaram que a farra não é uma prática cultural e sim uma crueldade contra o animal.

O antropólogo Eugênio Lacerda, em dissertação de mestrado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), sentencia que "encarar a farra-do-boi como um ato de crueldade coletiva ou como algo de que deve ser banido do povo, é julgar não a farra em si, mas o povo que a faz e que por isso também está sendo banido do direito de preservar suas tradições."

CONOTAÇÃO POLICIAL NO ANOS 80

Historiadores e antropólogos que escreveram livros sobre a farra-do-boi encontram explicação na cobertura da imprensa ou no espanto dos "de fora" para a visibilidade nacional da prática. Santa Catarina virava assunto na mídia do País em dois aspectos: pela invasão de argentinos e uruguaios na temporada de verão ou pela farra-do-boi durante a Páscoa. A festa repercutiu inclusive internacionalmente.

Na década de 80 a farra entrou no cenário policial. Conforme relato do livro"Cidade Dividida - Dilemas e Disputas Simbólicas em Florianópolis", da antropóloga Márcia Fantin, a atividade ganhou visibilidade justamente a partir da intervenção de ecologistas e outros intelectuais que a divulgaram no cenário nacional, projetando-a como uma "festa bárbara e violenta". As reportagens da imprensa nacional e estadual neste período montam um cenário de crueldade.

Em outra publicação, "A Farra-do-boi - Palavras, Sentidos e Ficções", da historiadora Maria Bernadete Ramos Flores, trechos de reportagens exaltando os aspectos negativos da festa são destacados. Há relatos de perigo à vida das pessoas, invasão de domicílios, destruição de cercas, árvores e do patrimônio público, além de perfuração dos olhos dos animais.

Pressionado por esse cenário até certo ponto macabro, o então governador de Santa Catarina, Pedro Ivo Campos, fez um decreto, em março de 1988, proibindo, com rigor, a brincadeira. O que se viu, então, foram cenas ainda piores de agressão, só que contra os seres humanos.

Houve conflito, prisão e muita confusão. Jornalistas catarinenses que cobriam o evento à época revelaram a brutalidade da repressão policial. A farra havia sido colocada na ilegalidade sob a afirmação de que feria a Declaração Universal dos Direitos dos Animais.

Maria Bernadete Ramos Flores revela em seu livro um desses episódios de marcaram a Semana Santa de 88 em território catarinense. "Na manhã do dia 31 de março de 1988, os jornais traziam a notícia da batalha travada entre policiais e adeptos da farra-do-boi, na noite que se passaram em Ganchos, colônia de pescadores a 50 quilômetros de Florianópolis.

Cerca de 200 homens da Polícia Militar invadiram a colônia, mataram um animal que se destinava à farra, lançaram bombas de gás lacrimogêneo e deram tiros de festim contra mais de mil moradores. Revoltada, a população atirou pedras e pedaços de pau contra os policiais e perseguiu a equipe de imprensa. Embora quatro policiais tenham sido feridos, o comandante do 7. Batalhão de Polícia Militar declarou que seus homens ficariam no local o tempo necessário para que fosse coibida a farra-do-boi. O resultado da batalha, segundo a PM, divulgado na imprensa, foi de 19 pescadores presos, 17 motocicletas apreendidas e cerca de 10 feridos. Entre estes, Maria Antonia de 30 anos, quatro filhos, atingida por uma bomba de gás lacrimogêneo que lhe queimou as pernas, o que lhe custaria três meses de cama e uma cirurgia plástica."

Uma forma de humanizar a atividade e torná-la até certo ponto mais leve, foi a idéia de realizá-la dentro de mangueirões. Haveria então um padrão comportamental, não havendo mais qualquer tipo de invasão em domicílio e pessoas que desejassem enfrentar o boi teriam que arcar com as conseqüências de um possível acidente.(MAB)

ARTISTAS E ECOLOGISTAS SE MOBILIZAM EM SC

Tradição de desrespeito. A argumentação das entidades e da comunidade que não defendem a farra-do-boi está baseada principalmente na possibilidade de crueldade contra o animal. A proibição da festividade foi seguida de intensivas campanhas por parte da Associação Catarinense de Proteção aos Animais (Acapra) e de outras organizações nacionais e internacionais de defesa dos animais. Houve até manifestação pública de artistas, como a cantora Rita Lee e a atriz Brigitte Bardot, duas ativistas da causa de defesa dos animais.

A guerra dos ecologistas começou a ser vencida a partir de 1997. Após muito debate e pressão por parte das entidades veio a proibição da prática pela Justiça. A farra-do-boi está proibida em território catarinense por força de acórdão do Supremo Tribunal Federal, que atribuiu a festa a conotação de cruel. Assim, ela é considerada crime, com punição de até um ano de prisão para que pratica, colabora, ou - no caso das autoridades - omite-se de impedi-la.

A proibição foi seguida por intensivas campanhas por parte da WSPA-Brasil (World Society for the Protection of Animals), pela Associação Catarinense de Proteção aos Animais (Acapra) e Associação de Proteção aos Animais (APA), em Florianópolis.

Em 1998, houve diminuição no número de eventos. A representante da WSPA no Brasil, Elizabeth Mac Gregor, afirma: "O Brasil é um país onde as tradições mudam muito lentamente e as leis não são cumpridas como esperamos. Tendo isso em mente, temos que continuar pressionando o Estado para que cumpra a Lei e promova programas educacionais", ressaltou.

Há três anos a Assembléia Legislativa do Estado, através de um projeto de lei, tentou legalizar a farra-do-boi em mangueirões, o que foi vetado pelo então governador Esperidião Amin. No entanto, a crítica era que o ex-governador não reprimia as festas.

ARGUMENTO

Em um texto colocado no site www.farradoboi.org, os defensores dos animais argumentam que a prática continua, com impunidade e desrespeito à Constituição e às autoridades. No mesmo texto, há referência à herança de crueldade e violência contra os animais, o que seria a verdadeira tradição da farra-do-boi. ( MAB)

Jovem morre durante farra-do-boi
Corpo de pescador de Barra do Sul foi achado em riacho. Em Penha, polícia coibiu atividade
Diogo Vargas
Jornal A Noticia 07-04-03

Balneário Barra do Sul/Penha - A farra-do-boi terminou de forma trágica ontem à tarde em Balneário Barra do Sul, Litoral Norte de Santa Catarina. O pescador Paulo César da Silva, 25 anos, foi encontrado morto onde acontecia a prática. Ele saiu de casa por volta do meio-dia para participar da farra, realizada num mato a mil metros da Estrada Salinas. Porém, há dúvidas se a vítima tenha morrido devido a ferimentos do animal ou por afogamento, já que o corpo foi retirado de um riacho por amigos durante a brincadeira.

Funcionários do posto de saúde da Prefeitura foram chamados a ir ao local por volta das 14h30. Policiais civis e militares constataram a farra e detiveram duas pessoas, entre elas um adolescente de 16 anos. O outro, Maicon Acácio Tavares, 21 anos, que também foi ferido durante a farra, disse que cerca de 30 pessoas corriam atrás do boi, mas ele não viu Paulo César ser atingido. "Ele (Paulo César) morreu na água do riacho", contou, na Delegacia.

A necrópsia do Instituto Médico Legal de Joinville deverá apontar a causa da morte. Há suspeita que os farristas estavam embriagados. Odete dos Santos, mãe de Paulo César, contou que o filho era aficcionado pela farra-do-boi e já havia se machucado em anos anteriores. A vítima trabalhou como salva-vidas e bombeiro voluntário.

A expectativa pela farra-do-boi agitou os moradores dos municípios de Penha e Navegantes durante o fim de semana. Apesar de ilegal, a tradição é comum nesta época do ano. No sábado, na praia de São Miguel, em Penha, desde cedo o clima era de preparação para a realização da farra. Os organizadores só não soltaram o boi nas ruas - como já aconteceu três vezes neste ano - devido à dificuldade em comprar o animal e pelo receio da ação da PM.

Os farristas disseram que o boi é trazido de Itajaí por R$ 1 mil, mas como arrecadaram R$ 900,00 não conseguiram trazê-lo. Nos pontos de acesso às praias, policiais militares faziam blitz para impedir a entrada dos animais e vistoriavam todos os veículos de carga que passavam pela região.

Helicóptero usado para tentar impedir prática

Porto Belo/Balneário Camboriú - A Polícia Militar teve muito trabalho durante o final de semana para coibir a farra do boi. Na madrugada de sábado, a polícia de Porto Belo, no Litoral Centro/Norte catarinense, interceptou um caminhão que estava seguindo para a praia do Araçá. Apesar do motorista do caminhão estar com a documentação do animal em ordem, os policiais o fizeram retornar com o animal para o município de Tijucas. Mesmo com a intensa fiscalização, os policiais não conseguiram evitar que a farra acontecesse na praia do Araçá.

Em Balneário Camboriú, a polícia recebeu informação de que a farra seria realizada na praia de Taquaras e utilizou o helicóptero Águia para coibir brincadeira, que acabou não acontecendo.

Na praia do Araça, no sábado, por volta das 17h30, cerca de 70 pessoas "brincavam" com o boi. Quando os policiais chegaram no local, os farristas fugiram e ninguém soube informar quem era o proprietário do animal. Com as patas traseiras bastante machucadas, o boi foi levado para um sítio, no interior de Porto Belo, até que o dono do animal seja identificado. (Aline Machado Parodi, especial para A Notícia)

Farra do boi causa morte em Santa Catarina
publ:07/04/2003
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canal:Zero Hora,

A farra do boi fez mais uma vítima na tarde de ontem, no bairro Salina, em Barra do Sul, norte de Santa Catarina. Paulo Cesar da Silva, 25 anos, foi encontrado morto por volta das 14h. No local, a Polícia Civil deteve dois rapazes, um de 16 anos e o outro de 21, que estariam participando da atividade irregular. Segundo a polícia, o boi teria acertado o peito de Silva com a cabeça.

Farrista morre em Barra do Sul
publ:06/04/2003
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Um farrista morreu na tarde deste domingo, 6, ao ser atingido no peito e na cabeça por um boi. Paulo Cesar da Silva, de 25 anos, foi encontrado morto por volta das 14h com manchas roxas no corpo e sangue no nariz e na boca no bairro Salinas, em Barra do Sul, norte do Estado.

No local, a Polícia Civil deteve dois homens, um menor de 16 anos e um outro de 21 anos, que participavam da farra do boi. Os detalhes do acidente não foram relatados nos depoimentos, mas em conversa com um dos policiais, o menor teria dito que o farrista caiu em uma vala com água, onde ficou por algum tempo antes de ser retirado.

A polícia ainda informou que os dois homens detidos estavam embriagados e foram levados a um posto médico antes de conseguirem prestar depoimento. O boi fugiu e até o início da noite ainda não tinha sido preso.

Boi usado em farra é sacrificado devido aos ferimentos
publ:31/03/2003
canal:Noticias,  tema:Crime
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Na madrugada desse domingo, 30, a Polícia Militar (PM) teve que sacrificar um boi ferido gravemente durante uma farra. A ocorrência foi registrada na Praia de Taquaras, em Balneário Camboriú, no litoral norte.

O comandante do 12† Batalhão da PM, tenente-coronel Marlon Jorge Tesa, informa que os policiais foram acionados por uma moradora que não participava da manifestação e se sentia ameaçada. Quando chegaram no local, cerca de 100 pessoas participavam da farra do boi, porém quase todos se embrenharam em um matagal ao avistar a guarnição policial. Não foi possível identificar o proprietário o animal.

– Quatro manifestantes foram detidos por crime ambiental e encaminhados para a Delegacia de Polícia –, disse o comandante. Já em Navegantes, também no litoral norte, policiais militares tiveram a viatura apedrejada na Praça Central do município ao tentar coibir a manifestação. As informações são do Jornal de Santa Catarina.

Coluna de Informe Especial
Informe Especial, publ:31/03/2003
canal:Zero Hora,
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Em Santa Catarina, a lei que proíbe a  Farra do Boi não assusta os aficionados. Na Praia dos Ganchos, em Governador Celso Ramos, um bezerro, assustado, acabou caindo no mar. Pescadores buscaram o animal de barco e prosseguiram a farra sem pestanejar

Foto: divulgação / Agência RBS

PM intensifica barreiras contra farra do boi
publ:27/03/2003
Click RBS canal:Noticias,  tema:Geral

A partir deste final de semana, dias 29 e 30, a Polícia Militar (PM) está em alerta para coibir qualquer farra do boi que for realizada na Grande Florianópolis e litoral norte. Policiais vão realizar barreiras em vários pontos das localidades onde ocorre tradicionalmente essa manifestação, proibida por lei.

Em Florianópolis, as atenções ficarão concentradas nas regiões do Pantanal, sul da Ilha e praias do norte, como Ingleses e Costão do Santinho. A PM esconde os detalhes da operação, mas revela que haverá uma fiscalização nos veículos que transportam cargas vivas.

Em outras cidades, como São José, Tijucas, Bombinhas, Porto Belo, Itapema e Governador Celso Ramos, a tática da polícia é a mesma.

– Nós vamos aplicar a lei, reprimindo qualquer manifestação. Estamos com levantamento aerofotogramétrico das regiões onde ocorre essa tradição e iremos vigiar esses locais com maior intensidade nesse período que antecede a Páscoa – falou o comandante do 7°Batalhão, major Manoel Gomes Filho, ao Diário Catarinense.

De acordo com o comandante do 12° Batalhão de Balneário Camboriú, Marlon Teza, nesse ano foram registradas dezoito ocorrências de farra do boi na região. O número, segundo ele, acompanha a média do mesmo período do ano passado.

No início da semana, a RBS TV mostrou imagens de uma farra do boi em Tijucas, no litoral norte, onde até mesmo o vice-prefeito da cidade, Nilton de Brito (PPB) teria participado da tradição. As casas e até mesmo prédios públicos do local escolhido para a farra chegaram a ser cercados, para impedir que o boi causasse prejuízos. O caso está sendo investigado.

Polícia promete vigia rigorosa à farra do boi
Jornal de Santa catarina 22/03/2003

A Polícia Militar (PM) promete intensificar a fiscalização para tentar coibir a farra do boi, tradição açoriana praticada principalmente durante a Quaresma. O sub-comandante da PM no Estado, coronel Roque Heerdt, diz que o efetivo nos locais onde é comum a brincadeira, como Porto Belo e Bombinhas, no litoral centro-norte, e Governador Celso Ramos, na Grande Florianópolis, será ampliado.

A entrada de animais nessas cidades será monitorada durante a Semana Santa. Segundo o comandante do 12° Batalhão da PM de Balneário Camboriú, tenente-coronel Marlon Jorge Teza, além do efetivo daquela região, 20 policiais vão reforçar a fiscalização. As informações são do Jornal de Santa Catarina

Boi morre afogado durante farra em Bombinhas
Zehora hora 19/03/03

Um boi morreu afogado no mar, na noite de terça, dia 18, em Bombinhas, litoral norte de Santa Catarina. Ninguém soube dizer a quem pertencia o animal, que fugiu para o mar durante uma farra do boi. Quando a Polícia Militar chegou ao local, os farristas fugiram. Foi o segundo incidente envolvendo participantes de farra do boi durante o período de quaresma no litoral catarinense este ano.

A farra do boi foi proibida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 1999, mas já vinha sendo controlada desde 1997, quando o STF proibiu a manifestação com animais soltos nas ruas. Em locais fechados, a farra era liberada. Depois de uma série de denúncias de maus-tratos a animais, a manifestação foi proibida em qualquer situação.

Boi perseguido por farristas invade residência em Penha
click RBS 17/03/03

Farristas provocaram estragos em residência e comércio no Bairro Gravatá, no município de Penha, Norte de Santa Catarina, na madrugada deste domingo. A farra do boi estava sendo praticada por dezenas de pessoas pelas ruas da cidade. Durante a perseguição, o animal bateu e quebrou a porta de vidro da loja do comerciante Angelino Lopes, de 46 anos, e em seguida, entrou no quintal da casa de Maria Ieda Nunes Aranda, destruindo o muro (foto) e deixando marcas de sangue nas paredes do imóvel. – Só quem presencia esta manifestação tem noção de como é violenta. Nunca senti tanto medo – disse a dona de casa Maria Ieda, 49 anos. Sua filha Aline, que está grávida de oito meses, acrescenta que a situação é muito revoltante e questiona quem vai pagar o prejuízo. O comerciante Angelino Lopes faz a mesma indagação. – O que eles chamam de tradição além de ter me incomodado vai me custar cerca de R$ 2 mil. Segundo o comandante do destacamento da Polícia Militar em Penha, Carlos Maia, os policiais receberam a denúncia da violência por volta de 3h deste domingo e quando a guarnição chegou ao local já não haviam mais farristas apenas os estragos. Ninguém foi detido.

Denúncia de farra do boi na Barra da Lagoa mobiliza polícia
click RBS 17/03/03

Uma viatura da Polícia Militar foi acionada às 20h30min deste domingo para atender uma denúncia de farra do boi na Barra da Lagoa, na Capital. Neste fim de semana, foram registradas diversas ocorrências em Florianópolis e outras cidades do Estado, como Governador Celso Ramos (foto), Porto Belo, Navegantes, entre outras.

Ferido em farra do boi está internado
As informações são da RBS TV e do Jornal de Santa Catarina 10/03/03

Clenilson de Oliveira Campos, de 26 anos, que se feriu sábado durante uma farra do boi em Bombinhas, litoral norte do Estado, continua internado no Hospital São José, até a tarde de segunda, dia 10. Ele foi ferido nas nádegas e não tem previsão de alta. O pedreiro José de Souza, de 36 anos, também se feriu mas já foi liberado. De acordo com a polícia, cerca de 150 pessoas corriam atrás de um boi na praia de Bombas.

Comum em municípios de forte colonização açoriana, a prática da farra do boi é proibida por lei em todo o Estado. No ano passado, a Polícia Militar (PM) montou barreiras nos principais acessos das cidades para coibir o transporte de animais. Este ano, segundo a PM, não houve uma ação específica e a fiscalização está sendo feita de acordo com as denúncias da comunidade. As informações são da RBS TV e do Jornal de Santa Catarina

Farra do Boi deixa feridos em Santa Catarina
Jornal Zero Hora Edição n° 13722
16/03/03

Duas pessoas ficaram feridas durante uma Farra do Boi em Bombinhas (SC). Clenilson de Oliveira Campos, 26 anos, está internado no Hospital São José, em Tijucas, com ferimentos nas nádegas, e o pedreiro José de Souza, 36 anos, foi atendido no Hospital Santa Inês, em Balneário Camboriú, onde levou pontos no pescoço. Ambos foram socorridos por uma ambulância do Corpo de Bombeiros de Itapema, na Praia de Bombas, no sábado à tarde.

No local do acidente, cerca de 150 homens e mulheres corriam atrás de um boi que acabou se refugiando em um matagal. Comum em municípios de colonização açoriana, a prática da Farra do Boi é proibida por lei em todo o Estado.